MPT-CE sedia audiência para discutir fraudes em cooperativas no Ceará

A realização de curso sobre cooperativismo foi uma das medidas propostas na reunião

Na tarde de 17 de março aconteceu uma audiência na sede do Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT-CE) com foco na investigação de fraudes em cooperativas no Estado. A audiência foi conduzida pela procuradora-chefe do MPT-CE, Georgia Aragão, e pela procuradora do Trabalho Mariana Férrer.

Estiveram presentes os representantes da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Ceará (SRTE/CE), Luis Alves Lima; do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), Ana Karine Leopércio e Isabel Maria Pôrto; do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE/CE), Marcel Albuquerque e Daniel Menezes; e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) André Luiz Fontenelle e Ingrid Tavares.

Durante os debates, foram discutidas medidas em resposta às acusações de fraudes envolvendo cooperativas. Entre os encaminhamentos, destaca-se a realização de curso sobre cooperativismo, com o objetivo de identificar as principais características de uma verdadeira cooperativa, abordar os aspectos legais que regulamentam sua atuação e esclarecer o papel da OCB nesse contexto.

Além disso, será enviado ofício ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando que o órgão se integre às discussões sobre o tema.

Outra medida proposta foi o envio de ofício ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) e ao Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (SESA), para que seja definida a forma de contratação dos futuros servidores lotados no hospital da Universidade Estadual do Ceará (UECE), bem como para obter informações sobre o planejamento da contratação e alocação de mão de obra.

Por fim, foi acordada a sistematização de dados para traçar estratégias mais eficazes de atuação, incluindo o uso de meios de comunicação e a realização de inspeções conjuntas, a fim de prevenir futuras irregularidades no setor.

As ações visam combater práticas fraudulentas e garantir mais transparência e legalidade no funcionamento das cooperativas e nas contratações públicas no estado.

Imprimir